A partir de manifestações de preocupação de lideranças empresariais e comunitárias associadas que chegam à Entidade neste momento, a Associação Empresarial de Palhoça (ACIP) faz um apelo para que as autoridades do município de Palhoça assumam um papel mais relevante na definição de estratégias e ações que tragam resultados efetivos, mitigando efeitos econômicos e sociais decorrentes do combate à pandemia.

As considerações da entidade são as seguintes:

– No âmbito do município, é preciso uma mobilização através do uso de todas as estruturas de atendimento de saúde pública para medidas preventivas, evitando a todo o custo que pessoas infectadas no estágio inicial da doença tenham necessidade de internação e de atendimentos de alta complexidade nos hospitais da região da Grande Florianópolis;

– Deste 17-03-2020, data do decreto do Governador do estado determinando fechamento de empresas e restringindo atividades, ate a presente data, se passaram mais de 4 (quatro) meses, tempo esse, mais do que necessário para se ter um sistema de saúde capaz de absorver a demanda crescente de casos que necessitam de internação, no entanto, não se vê nem na nossa região nem no estado, medidas eficazes das autoridades nesse sentido;

– Inúmeros municípios catarinenses lideram ações preventivas de massa junto à população, agindo de forma autônoma e sem depender do Governo do Estado, o que não acontece na nossa cidade. Esta autonomia aos municípios foi uma medida já delegada pelo Governo do Estado, aliás, por sugestão dos próprios prefeitos que defendiam, à época, a permissão de adotar estratégias diferenciadas para as suas regiões;

– Acompanhamos neste momento a continuidade de uma série de iniciativas de obras importantes de infraestrutura pelo município de Palhoça, no entanto, a urgência atual é o aparelhamento no setor da saúde para melhorar as condições dos postos de saúde e deixá-los em condições para atendimento não só de casos de baixa complexidade, mas também os casos graves, possibilitando assim, que as empresas possam trabalhar normalmente e trazendo mais segurança para a população;

– Além disso, o cidadão palhocense não tem uma noção clara de condutas que deve seguir, falta orientação por parte de autoridades que se limitam a obrigar uso de máscaras e de álcool gel, restringir o funcionamento de atividades do comercio e circulação de pessoas;

– As entidades empresariais do município foram convidadas a participar das decisões relativas a prevenção, combate e estudo de medidas para minimizar os efeitos da pandemia nas empresas, todavia, efetivamente, isso não vem ocorrendo;

Concluindo, o atual momento exige mobilização firme, liderança e um conjunto de ações que tragam confiança à população, de que o setor público faz e fará o seu melhor para o combate à pandemia, reduzindo ao máximo as consequências econômicas e sociais que já são gravíssimas em Palhoça.

Atenciosamente,

Ivan Cadore

Presidente ACIP

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