O Intraempreendedorismo em discussão.

Ariane Sparenberg, Gerente de Agência do Sicredi em Palhoça, instituição Mantenedora da ACIP, está sempre conectada com as últimas tendências e discussões em torno do mundo corporativo, gestão de pessoas e de processos. Nesta entrevista, ela aborda uma tendência que vem ganhando espaço nas relações de trabalho, o intraempreendedorismo.

1 – Como abrir espaço nas empresas para esta nova cultura do intraempreendedorismo?

Acredito que as empresas devem estimular que o colaborador em funções iniciais contribua com suas percepções a respeito do negócio, produto ou serviço, pois é ele quem possui contato com o cliente e conhece suas necessidades. Para a organização abrir espaço na implantação dessa nova cultura, é preciso que cada gestor (de supervisores a diretores) exerça uma liderança participativa e democrática, sabendo ouvir as contribuições e estimulando que o colaborador traga sugestões de melhorias para desenvolvimento da empresa. Esse processo tem que ser estruturado e acompanhado com muita seriedade pelas altas lideranças e área de gestão de pessoas da organização.

2 – Como tornar favoráveis as estruturas hierárquicas das empresas ao intraempreendedorismo?

Notoriamente, as empresas após alguns anos de existência e resultado, possuem altas lideranças que exercem a mesma função durante muito tempo. Isso não favorece o intraempreendedorismo. Gestores durante anos no mesmo cargo, já estão acostumados com a rotina diária e como a empresa funciona. Implicitamente, possuem como verdade que “se a empresa está dando certo, não precisamos mudar.”. Com a mudança do cenário econômico e também com grande acesso à informação que temos, precisamos conhecer nossos clientes cada vez mais. Para isso, é primordial uma boa ferramenta de CRM, mas o principal e a ferramenta mais antiga, o contato olho a olho de nosso colaborador com o nosso cliente. Creio que para favorecer as estruturas hierárquicas e promover o intraempreendedorismo, é primordial a implantação de políticas de participação de todos os níveis hierárquicos no planejamento estratégico, rodízio nos cargos de lideranças depois de determinado período, mesclando pessoas com idades e experiências diferentes, estímulo à liberdade de novas ideias, entre outros. Essas ações trarão um grande diferencial competitivo na gestão e certamente refletirá positivamente nos resultados almejados pela organização.